Receitas – Alto Impacto

[en]So far we’ve worked on two techniques, which I called “plunge” and “low-impact“. Notably, they show that splash photography need not be synched with minute precision in all cases. The reason for this choice was purely didatic; those splashes were much easier to accomplish, considering that once you add full synchronization, you need at least more equipment. Until recently, such equipment was only available at professional sophisticated studios: it was expensive, hard to operate and too cumbersome to carry. Lately, however, we’ve seen the diffusion of the knowledge required to build them. That reduced the prices relatively and made possible for beginners to have a go on that kind of shot. These equipments include a high-speed flash, which we’ve already talked about, and also a sensor.

The role of the sensor is to trigger the strobe at an exact point in time — a moment so brief that would render it impossible for humans to precisely trigger the flash on their own. In the last two Splash Recipes, that moment was short, alright, but not like a balloon burst, which happens at about 1/6000 second. To get the strobe to flash at such a precise point in time, we need an photo trigger.

On this third post of our series, we’ll exemplify that by shooting an ice cube falling into a glass of water. More precisely, we want to capture the moment when the cube hits the water and splashes, like in this picture:

In order to accomplish this, we will need:

  • 1 ice cube (preferably an acrylic prop, since it is practically and aesthetically more appealing than the real thing);
  • 1 glass;
  • 1 black backdrop;
  • 1 small piece of white Formica (mine is 15″ x 24″);
  • 1 homemade sound-activated trigger.

As you can see, the glass is above the white bended Formica: that enables you to shoot aligning your horizontal line with the bottom of the glass with a seamless white base below. Also, the black backdrop — instead of the continuous white Formica typical of table-tops — allows more snap to the splash.

The gadget you see in the picture is an 8-levels channel from which the ice cube can be dropped. It’s very useful in building your references when you’re still figuring out how to control height, speed and targeting, but with practice, you may get the hang of it without it — bear in mind, though, that even long-time practice won’t save you from breaking a few glasses without such a gadget. Other crucial factors to take into consideration, aside from the height of the fall, are the amount of water in the glass, its diameter and the size of the ice cube. Try out different combinations and see what pleases you most.

So, what we did first was to connect the sensor to the high-speed strobe and to the camera. These sound triggers generally have at least two controls: sensitivity, which controls how loud the sound input will have to be, and delay, which controls how long the sensor should take to trigger the flash and the camera once it receives the sound input. We set the delay a tad bit late, because we didn’t want the system to click exactly when the ice hit the water, but only when we had got a nice splash — we’re talking milliseconds here, mind you.

 

After that, we tested some levels from which to drop the ice and chose no. 2, which gave us our preferred splash. It’s a few inches above the target and, even so, the gadget tilted a bit and we lost a glass. It was no big deal, but since broken glass may come in your way here, you’d better be careful and take the usual measures to avoid serious accidents in such cases.

Once this has been built up by some trial and error, the shot is the fun part. It amounts to releasing the ice onto the target, because the impact on the water will be loud enough to activate the sensor, which triggers the high-speed flash and the camera shutter. This shooting action in its entirety should last 1 second, which, considering the time scale we’re dealing with, is an eternity.

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[pt]Até agora nós trabalhamos em duas técnicas, que eu chamei de “mergulho” e “baixo impacto“. Note-se que elas mostram que a fotografia de splash não precisa ser sincronizada com precisão minuciosa em todos os casos. A razão para essa escolha foi puramente didática; aqueles splashes eram mais fáceis de se obter, considerando que uma vez adicionada a sincronização completa, você precisa no mínimo de mais equipamento. Até há pouco tempo, esse equipamento só estava disponível em estúdios profissionais sofisticados: era caro, difícil de operar e desajeitado demais de carregar. Ultimamente, no entanto, viu-se a difusão do conhecimento necessário para construí-los. Isso reduziu os preços relativamente e tornou possível aos iniciantes experimentar esse tipo de foto. Esses equipamentos incluem um flash de alta velocidade, de que já falamos, e também um sensor.

O papel do sensor é disparar o flash num ponto preciso do tempo — um momento tão breve que seria impossível para um humano por si só disparar o flash precisamente. Nas duas últimas Receitas de Splash, esse momento era curto, decerto, mas não como um balão estourando, que ocorre a cerca de 1/6000 de segundo. Para o flash piscar nesse ponto tão preciso, é necessário um disparador automático.

Neste terceiro post da série, isso será exemplificado numa foto de um cubo de gelo caindo num copo d’água. Mais precisamente, nós queremos captar o momento em que o cubo atinge a água e causa o splash, como nesta foto:

Para a foto, precisaremos de:

  • 1 cubo de gelo (de preferência uma réplica em acrílico, pois tem mais apelo estético e prático do que o gelo natural);
  • 1 copo;
  • 1 fundo preto;
  • 1 pedaço de fórmica branca (a minha mede 40 x 60 cm);
  • 1 sensor de som feito em casa.

Como você pode ver, o copo está sobre a fórmica branca curvada: isso permite fotografar a linha do horizonte alinhada com a linha inferior do copo, e ainda ter uma base sem quebras embaixo. Ainda, o fundo preto — em vez da fórmica contínua típica de table-tops — confere mais vigor e detalhes ao splash.

A traquitana que se vê na imagem é um canal com 8 níveis dos quais o cubo de gelo pode ser solto. É muito útil para construir suas referências quando se está tentando ainda entender como controlar a altura, a velocidade e a mira, mas com prática pega-se o jeito mesmo sem uma dessas — tenham em mente, contudo, que mesmo muita prática não impede que se quebre alguns copos sem o auxílio de uma traquitana dessas. Outros fatores cruciais a se levar em consideração, além da altura da queda, são a quantidade de água no copo, seu diâmetro e o tamanho do cubo de gelo. Experimente combinações diferentes e vejam o que mais os agrada.

O que fizemos primeiro foi conectar o sensor ao flash de alta velocidade e à câmera. Esses disparadores ativados por som geralmente têm pelo menos dois controles: sensibilidade, que controla quão forte o input sonoro vai ter que ser, e delay, que controla quanto tempo o sensor deve esperar antes de disparar o flash e a câmera depois de receber o input sonoro. Nós programamos o delay para atrasar um pouquinho, porque não queríamos o disparo exatamente quando o gelo atingisse a água, mas somente quando tivéssemos um bom splash — observem que trabalhamos no nível dos milissegundos aqui.

Depois disso, testamos alguns níveis dos quais soltar o gelo e escolhemos o nº 2, que rendeu nosso splash preferido. Essa posição fica um pouco acima do alvo e, mesmo assim, a traquitana inclinou um pouquinho e nós perdemos um copo. Não foi nada demais, mas já que vidro quebrado está no horizonte, é melhor ter cuidado e tomar as medidas de segurança usuais a fim de evitar acidentes sérios nesses casos.

Assim que chegamos ao ponto por tentativa e erro, a foto final é a parte divertida. É só soltar o gelo sobre o alvo, porque o impacto produzido na água causará um som alto o bastante para ativar o sensor, que por sua vez dispara o flash de alta velocidade e o obturador da câmera. Essa ação toda deve durar menos de 1 segundo, o quê, considerando a escala de tempo com a qual estamos lidando, é uma eternidade.

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2 Responses to “Receitas – Alto Impacto”

  1. Tony Generico disse:

    Meus caros, vários amigos estão desenvolvendo diferentes sensores. Quem está muito próximo de lançar um sensor nacional, o qual acabo de testar o protótipo com muito sucesso é a Digiflash – http://digiflash.com.br/ – 11 3774.3477.

  2. Jhonatan Prudencio disse:

    Pois é Tony, curto muito seu trabalho, mas poderia dar mais infos sobre o sensor de som? Obrigado!

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